Principais Componentes do Vinho: Alcoóis

Os alcoóis (no plural) será o tema desta semana na abordagem dos componentes do vinho. A palavra álcool no plural indica que não apenas o etanol integra a composição alcoólica do vinho, mas também outros vários tipos de alcoóis, no entanto vamos nos deter aqui ao álcool etílico (etanol ou álcool vínico), segundo componente do vinho em volume, perdendo apenas para a água, seu maior constituinte.

A representação visual nos rótulos para a graduação alcoólica dos vinhos poderá vir em percentual por volume, ex.: 13,5% Vol. esta sendo a forma mais usual, mas também poderá vir em “GL,” letras do nome do físico-químico francês Louis Joseph Gay Lussac (1778 -1850), que deu grande contribuição à mensuração alcoólica das bebidas criando a lei volumétrica utilizada para medir a quantidade de álcool nas bebidas fermentadas e destiladas, geralmente medida em graus.

“GL” é, portanto a mesma coisa que “%” / Vol. de modo que um vinho com 14º GL é = a 14% de álcool por volume. O álcool do vinho surge da fermentação alcoólica dos açúcares (glicose e frutose) presentes no mosto (suco de uvas), que são convertidos em álcool pela ação das leveduras (Saccharomyces Cerevisiae), até sua total inativação.

Poeticamente falando, as leveduras dão a vida pelo vinho. Uma gota de mosto em plena fermentação pode conter até 05 milhões de leveduras que transformam os açúcares em etanol (o álcool mais comum no vinho). O álcool é também um dos importantes conservantes naturais dos vinhos, além de um dos elementos responsáveis pelo conceito de corpo (estrutura) da bebida.

E sua maior ou menor quantidade no vinho não tem qualquer relação com qualidade, contando para isso apenas o equilíbrio que ele (o álcool) estabelecerá com os outros elementos constituintes da bebida: ácidos, açúcares, taninos, extrato, etc. A percepção do álcool pode ainda ser mascarada pelo açúcar residual nalguns vinhos como os fortificados e vinhos doces naturais demandando um consumo maior da bebida e uma ingestão maior de álcool.

Atribui-se ao médico sueco Magno Huss o pioneirismo no uso da palavra “alcoolismo,” em 1849, norteadora desde 1935 dos Alcoólicos Anônimos. Mas só nos anos 60, o conceito de alcoolismo-doença se popularizou na ciência médica contemporânea.

Fonte: Tribuna do Norte

Add um Comentário

Your email address will not be published. Required fields are marked *

Tel: (11) 99527-7839
Cel: (11) 97381-1017
Vila Madalena - SP
Rua Mourato Coelho, 1346