Dez mandamentos anti-ressaca

Não a ressaca!

Todos nós provamos pelo menos uma vez (quem nos dera fosse apenas uma vez!) as sensações boas e ruins dos efeitos do álcool. A embriaguez é um desejo primordial do homem, algo que desde sempre o fascina. Um instante (mais ou menos longo) em que se juntam sensações e emoções normalmente travadas pelos freios inibitórios e a mente parece ser capaz de criar pensamentos geniais, obras imortais. Não por acaso o vinho é louvado e celebrado pelos maiores escritores e artistas ao longo da humanidade: de Cicero á Baudelaire, de Leonardo da Vinci á John Coltrane, o que seria das obras deles sem a existência do vinho?

Nada é mais triste daquela pessoa que se gabou da própria capacidade de agüentar o álcool e no final da noite é carregado pelos amigos (antes para o banheiro e depois para casa).

O problema é o dia seguinte. A famigerada ressaca. Olhos roxos, acidez de estômago, embrulho, dor de cabeça. Aquele mesmo cérebro que na noite anterior te parecia parente próximo do Einstein agora não vai ser nem capaz de colocar duas palavras seguidas com algum sentido.

De fato não existem regras escritas para evitar a ressaca, mas baseados em nossas experiências pessoais elaboramos aqui os ‘’DEZ MANDAMENTOS ANTI-RESSACA’’.

ressaca-de-vinho1. Não exagerar apenas por exagerar, mas beber primeiramente por prazer. Nada é mais triste daquela pessoa que se gabou da própria capacidade de agüentar o álcool e no final da noite é carregado pelos amigos (antes para o banheiro e depois para casa).

2. Beber umas taças a mais apenas se não tiver que dirigir (ou caminhar muito até sua casa). Os reflexos, mesmo nos sujeitos mais treinados com álcool, ficam embaçados, lentos, aí vem o sono e o cansaço.

3. Não misturar demais. Tudo bem a progressão espumante/branco/tinto ; e já chegando ao vinho de sobremesa a digestão vai ser difícil. Mas o drama verdadeiro são os super-alcoólicos: um jantar regado apenas a vinhos, melhor se da mesma cor/vinícola/safra dificilmente vai deixar rastros negativos. Mas a gota d’água que vai te nocautear é, na verdade, a gota de cachaça, de vodka, de whisky, de brandy.

4. Deixe os drinques para a balada ou happy-hour. Todo mundo gosta de um aperitivo com uma taça colorida e alegre, mas neste caso também prefira o vinho. Os coquetéis foram inventados apenas para satisfazer o ego dos barmen e destruir o aparato digestivo dos clientes.

5. Nunca peça o vinho da casa. Tudo bem, custa pouco, mas se custa pouco tem um motivo. Escolha vinhos de qualidade, mesmo baratos, mas de procedência certa. No vinho se paga também a digestibilidade.

6. Geralmente as mulheres toleram menos o álcool. Não é uma frase machista, apenas uma questão de organismos. Em compensação as mulheres percebem os aromas muito melhor que os homens.

7. Cuidado com os sulfitos. Estão presente em todos os vinhos (até aqueles declarados com zero quantidade) e são entre os principais vilões da dor de cabeça do dia seguinte. Os vinhos chamados ‘’naturais’’ terão sulfitos em número menor, mas uma pequena quantidade estará sempre presente de maneira espontânea.

8. Atenção com o abuso de vinho branco. Se por um lado ele tende a ter menos álcool, do outro possui uma marcante acidez. Esta é a força dele e o este é o que esperamos de um branco: a capacidade de matar a sede com um bom frescor que faz salivar. O problema é que nem todos os brancos fazem a fermentação malolática, especialmente os mais baratos, e nestes casos ficam com presença notável de ácido málico, aquele que ‘’fura’’ o estômago.

9. Nunca beba de jejum. O organismo naquele momento não tem defesas. E, alem disso, o vinho fica bem em companhia

10. Beba lentamente, em pequenos goles. Alterne vinho á comida e água. Não tem nenhum motivo para virar a taça de uma vez. Você não vai apreciar as nuances e vai matar seu estômago.

azeite-de-oliva-para-ressacaBônus: uma curiosa regra não escrita sugere que antes de beber grandes quantidades de álcool deveriam ser ingeridos 2 colheres de azeite de oliva. Nunca provamos, mas dizem que funciona. Não se conhece o mecanismo real, mas parece que o azeite funcione como capa para o estômago, protegendo-o da ‘’chuva’’ de vinho que virá. Teoricamente funcionaria também com uma colher de creme de leite ou tudo que é denso. A contra-indicação é que além de estragar seu paladar com alimentos não neutros, terá absorvido mais calorias inutilmente. E afinal, ficar preocupados com a ressaca antes de beber é um pouco como iniciar um processo de divórcio antes de casar.

Fonte: Clube dos Vinhos 

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